Bem, estou abandonando esse blog porque não tenho paciência de fazer reviews e as reviews que eu postava aqui eram copiadas de um site.
Não vou mais postar aqui, mas vou voltar com o The Herp Derp Tirinhas.
terça-feira, 2 de abril de 2013
terça-feira, 12 de julho de 2011
Review: inFAMOUS 2


inFAMOUS 2 da Sucker Punch é a continuação do aclamado exclusivo do PlayStation 3 de mesmo nome que chegou ao console em 2009. Na época, inFAMOUS ainda era um jogo desconhecido, diferente de inFAMOUS 2 que chega com a missão de superar seu antecessor.
inFAMOUS 2 é um jogo recomendado apenas para quem já jogou inFAMOUS, pois a história é uma continuação direta do jogo e toda a estrutura é bastante similar. Caso você não tenha jogado o primeiro jogo, recomendamos que o jogue antes, para conseguir entender a história de Cole McGrath, o personagem principal.
Depois de superar todos os desafios de Empire City você terá pela frente uma nova cidade, novos poderes e um confronto direto com o “Beast”, um enorme monstro que foi muito citado no primeiro jogo. Este confronto acontece logo no início da nova história e sem conseguir derrotar o seu grande inimigo o personagem principal foge para o sul dos Estados Unidos em busca de novos poderes. É neste momento que entra em cena a nova cidade, New Marrais - claramente baseada na cidade americana New Orleans, lugar onde Cole irá buscar estes desejados novos poderes e repostas para conseguir derrotar seu principal inimigo.
A história de inFAMOUS 2 é densa e recheada de detalhes e possui novamente com dois finais totalmente diferentes, assim como a história original. Sem buscar os “extras”, o jogador levará cerca de 20 horas para conseguir completar a história, mas se pensarmos que existem duas diferentes histórias com dois diferentes finais, este número irá dobrar. Para aqueles que buscarão a platina, preparem-se para um trabalho de uma centena de horas.
Apesar de manter uma estrutura parecida com o primeiro jogo possuindo missões principais, missões secundárias, evolução de poderes, momentos “karma” com escolhas entre o lado herói e o lado vilão e diversos itens espalhados para cidade, inFAMOUS 2 não é tão repetitivo como muitos podem imaginar. A Sucker Punch acertou em cheio ao introduzir uma nova cidade, fazendo até os mais preguiçosos à explorarem. Além disso o jogo trás de volta Zeke, primo de Cole, e diversos novos personagens secundários que farão parte desta história, ajudando o nosso herói / vilão.
Para completar o jogo ainda possui um interessante modo on-line para criação e compartilhamento de missões, chamado User Generated Content ou UGC. Com este novo modo de jogo o jogador poderá criar e compartilhar conteúdos exclusivos, além de jogar o que outros jogadores criaram. A ideia da Sucker Punch com este modo foi dar mais liberdade ao jogador, além de tornar inFAMOUS 2 interminável pois a quantidade de criações é sempre absurda.

A evolução gráfica de inFAMOUS 2, quando comparada com inFAMOUS, é fenomenal. Apesar de ter defeitos, o primeiro jogo da série já possuía gráficos muito interessantes para um jogo de mundo aberto, mas a mudança para segundo jogo da série foi enorme.
Com a mudança de cidade a Sucker Punch conseguiu criar cenários mais coloridos e menos sombrios. Os personagens também foram totalmente recriados e seus detalhes impressionam durante as cenas de animação que também são melhores. Mas o que mais agradará os jogadores são os excelentes efeitos visuais que trazem o jogador para dentro da cena de ação, as explosões são mais reais e intensas e a cidade agora é afetada tendo suas edificações destruídas dependendo da explosão, os efeitos visuais dos novos poderes de Cole também estão acima da média.
O único ponto negativo dos os efeitos visuais do jogo é o famoso efeito de “pré-morte”, isto é, ao receber uma quantidade específica de golpes ou tiros a sua visão passará a ser preta e branca, simulando uma possível morte do personagem. Entretanto este efeito acontece muitas vezes e em sua grande maioria após ter recebido apenas uma pequena quantidade de tiros. Ainda por cima, para voltar para a versão original colorida do jogo, serão necessários algumas dezenas de segundos. Com este problema o jogador verá as principais cenas de ação, onde os incríveis efeitos visuais acontecem, em preto e branco.

O principal destaque em inFAMOUS 2 é o audio em português do Brasil. Novamente a Sony lança um jogo exclusivo com o audio em nosso idioma, mas desta com uma qualidade muito maior do que havíamos visto. Quando jogamos Killzone 3 em PT-BR, notamos uma grande quantidade de falhas nos diálogos, problemas com sincronização das frases e até frases sem sentido. Já inFAMOUS 2 não possui nenhum destes problemas, as falas são mais naturais, os palavrões fazem sentido e não notamos erros de sincronização. Se pensarmos que inFAMOUS 2 é um jogo de mundo aberto com uma quantidade enorme de personagens, principalmente os secundários, podemos considerar que esta é a melhor dublagem já realizada para nosso querido idioma.
Além da dublagem, o jogador terá a opção de jogar inFAMOUS 2 com o audio original e legendas em PT-BR, o que agradará aqueles que preferem a versão original do jogo.
Do ponto de vista dos efeitos sonoros, não espere grandes mudanças em relação ao primeiro jogo da série, os efeitos de explosão e tiro são bastante parecidos com o que jogamos anteriormente. Mas temos que lembrar que a qualidade sonora já era ótima e por isso a média foi mantida.
Este é o critério que menos mudou em inFAMOUS 2, a jogabilidade é exatamente a mesma com apenas alguns novos detalhes que valem ser lembrados. Entretanto a base da jogabilidade é igual, Cole continua sendo um personagem poderoso e você sentirá isso durante o jogo, seja executando um golpe durante uma cena de ação, seja navegando pelos fios de alta tensão da cidade.
Sobre os detalhes que devemos lembrar, o primeiro deles é o novo menu de troca rápida de poderes, agora não é mais necessário apertar o botão de pausa para escolher um poder específico para ser utilizado, com este novo menu o jogador poderá seleciona-lo mesmo durante uma cena de ação. Outro detalhe interessante é a possibilidade de executar combos em cenas de ação com combate homem à homem, apesar de não ser o forte do jogo, a execução é simples, mas ela acompanha uma mudança de câmera que poderá atrapalhar o jogador.
Quem jogou o primeiro jogo da série não sentirá diferença nenhuma ao jogar inFAMOUS 2, quem não jogou conseguirá se adaptar facilmente aos controles do jogo.

O modo on-line do jogo é baseado na criação e compartilhamento de missões personalizadas do jogo. Do ponto de vista de criação, o User Generated Content, ou UGC, possui uma poderosa ferramenta de edição que permitirá que o jogador crie qualquer tipo de missão. Para quem está acostumado com outros jogos de criação, a adaptação será simples, entretanto será notável a quantidade de recursos que a Sucker Punch colocou à disposição do jogador para a criação destas missões. Quem possui uma imaginação fértil poderá criar o que desejar e depois compartilhar com o mundo de forma fácil e rápida.
Do ponto de vista da utilização das missoes criadas por outros jogadores, elas são fáceis de serem acessadas e por muitas vezes aparecem até no mapa principal em destaque. O interessante destas missões é que elas não estão necessariamente ligadas à história do jogo. Com isso você poderá dar uma pausa durante a história para completar algumas destas missões e depois retornar a história principal. Além disso após completar a história principal você poderá jogar qualquer uma das missões criadas ou criar novas, tornando inFAMOUS 2 um jogo praticamente infinito.

Se você jogou o primeiro título da série, inFAMOUS 2 torna-se obrigatório. A história é envolvente, os personagens são carismátivos, os gráficos estão melhores, a jogabilidade continua excelente e o audio está em português do Brasil. Se você ainda não jogou o primeiro título da série, inFAMOUS 2 é mais uma razão para você se jogar a aventura de Cole McGrath. Este é mais um exclusivo do PlayStation 3 digno de coleção, não perca este excelente jogo.

9.5 - Apresentação
9.5 - Gráficos
9.0 - Som
8.5 - Jogabilidade
8.5 - Online
Nota Final:
9.5
''Excelente''


- Ótima história com dois finais diferentes.
- Gráficos mais limpos e coloridos.
- A dublagem em português do Brasil está excelente.
- A inclusão de um modo on-line garante diversão sem fim ao jogador.

- O efeito visual “pré-morte” é muito longo e tira o brilho das cenas de ação
- Algumas câmeras de ação atrapalham o jogador.
Review: Mortal Kombat


A série Mortal Kombat é uma das mais antigas e mais conhecidas séries de luta da história dos videogames e todas as características que a tornaram famosa a alguma gerações atrás estão de volta para a alegria dos fanáticos pela série.
Depois de alguns jogos tentando adaptar o estilo de luta 3D à série, sem sucesso diga-se de passagem, Mortal Kombat volta as suas origens com lutas em cenários de duas dimensões. Além disso o jogo trás tudo o que os jogadores da série mais gostam, muitos personagens clássicos, muitos golpes e combos, diversos tipos de golpes finais para cada lutador (Fataly, Babality, etc.), muitos cenários, um modo história muito interessante, opções para jogos on-line e muito mais. Para o PlayStation 3 um outro adicional muito interessante é a presença de Kratos, de God of War, como personagem jogável.
O jogo possui suporte para diversos jogadores (até 4) e é justamente a quantidade de jogadores que cria o menu principal do jogo. Ao selecionar o número de jogadores, o jogo apresentará para você os modos de jogo que estão disponíveis. E são muitos!
Começando pelos modos de jogo para apenas um jogador, temos o interessante modo de história onde você terá diversos capítulos e jogará com praticamente todos os personagens. Cada novo capítulo representa um novo personagem e a estrutura de cada capítulo é mais ou menos parecida. Primeiro você enfrentará dois ou três adversários mais fáceis, na sequência terá uma luta mais complicada contra dois adversários ao mesmo tempo e no ápice da história você terá uma luta final, que pode ser considerada a mais difícil. Cada capítulo conta a história de um personagem dentro da história principal. Não entraremos em detalhes do que exatamente a história conta, mas podemos garantir que é uma das melhores histórias já criadas em um jogo de luta.
O modo história é altamente recomendado para todos os iniciantes, o principal motivo é que o jogador deverá jogar com praticamente todos os lutadores disponíveis no jogo e com isso todos os golpes poderão ser testados em todos os diferentes estilos de luta. O jogador iniciante poderá então escolher quais são seus lutadores favoritos para entrar nos outros modos de jogo.
Continuando com os modos de jogo para um jogador, temos o Fight Mode, que possui diversos modos de jogo:
- Ladder: É o famoso modo Arcade simples onde você escolherá um lutador e deverá lutar contra 10 adversários para poder assim vencer do chefe final. Este modo de jogo poderá ser muito divertido ou extremamente frustrante, sempre dependendo do nível de dificuldade que você escolhe.
- Tag Ladder: É parecido com o modo Ladder, a diferença é que todas as lutas são realizadas entre duas duplas. Você terá o controle de dois jogadores e lutará contra outros dois jogadores.
- Test Your Luck: Modo de jogo bastante interessante, você seleciona um lutador e inicia a partida. Uma roleta sorteará então o seu adversário assim como algum tipo de habilidade que você não poderá utilizar e outra habilidade que seu adversário não poderá utilizar.
- Test Your Might: Eventos diversos onde o lutador deverá testar a sua sabedoria, ele deverá quebrar objetos como tijolos empilhados ou mesmo madeiras empilhadas.
- Test Your Sight: Jogo simples onde você deverá testar a sua visão, conseguindo seguir o copo que contém a bolinha na mesa.
- Test Your Strike: Muito parecido com o Test Your Might, mas exigindo mais precisão do jogador.
Estes três últimos modos de jogo estão totalmente ligados com o Challange Tower, ou torre de desafios, outro modo de jogo que você será desafiado de praticamente todas as formas, utilizando todos os personagens e lutando contra todos os personagens. Conforme você acança no Challange Tower, os outros desafios são liberados.
Para dois jogadores os modos de jogo são mais restritos, resumindo-se em um modo contra e o modo de Tag Ladder. Para três ou quatro jogadores o único modo de jogo disponível é o modo contra.
Para completar, Mortal Kombat ainda possui um modo de treinamento onde o jogador poderá aprimorar suas técnicas com cada lutador. Também é altamente recomendado para os novatos na série.
Depois de tantos modos de jogo, você pode estar pensando que Mortal Kombat possui “apenas” isso. Você está tremendamente enganado, o jogo está recheado de extras que impressiona até os mais fanáticos. Nos extras você poderá conferir detalhadamente cada personagem do jogo, assim como suas estatísticas lutando contra cada um, também poderá entrar na Kripta para liberar muitas centenas de extras como golpes, imagens, roupas para personagens, artes de conceito e muito mais. Para que você possa liberar cada um destes extras, você precisará de moedas e estas moedas são conquistadas derrotando seus inimigos. Entâo prepare-se para algumas centenas de horas na frente do videogame para conseguir liberar tudo.
E talvez a Kripta seja o maior exemplo do que Mortal Kombat é, um jogo extremamente completo, com diversos modos de jogo que trarão horas de nostalgia aos jogadores e centenas de extras para serem liberados.

O que mais chama a atenção nos gráficos do jogo são as cenas de violência bruta, pais e mães, tirem as crianças da sala pois o jogo não é recomendado para menores de idade! Para tentar demostrar o universo de Mortal Kombat, as cenas de violência trouxeram uma realidade jamais vista. Durante uma luta, conforme o lutador recebe golpes, seu rosto e seu corpo começam a sofrer lesões e já no final da luta seu rosto poderá estar coberto de muito sangue.
Além disso neste Mortal Kombat os Golpes X-Ray foram introduzidos, trazendo ainda mais realidade para o jogador. Neste golpe, simples de executar, o lutador utiliza toda a sua energia e com isso atinge seu adversário violentamente. Para mostrar o efeito destes golpes, uma espécie de filtro de Raio-X é ativado e você consegue visualizar os ossos, músculos e órgãos do adversário sendo dilacerados. Se você não tem estômago forte, fuja! Mas os fãs da série irão adorar!
Mas graficamente o jogo não é perfeito. No modo história que é recheado de animações, nota-se uma grande queda na qualidade dos cenários e personagens quando estas animações estão sendo apresentadas. Por incrível que pareça, os gráficos são melhores durante a luta e deixam a desejar durante as animações.

Os efeitos sonoros do jogo agradam e conseguem transmitir o que vemos na tela. Mesmo sendo um jogo de luta, que teoricamente teria poucas falas, Mortal Kombat trás um modo história extenso onde muitos personagens conversam e estas conversas conseguem passar um pouco da personalidade de cada um. Além disso, durante o jogo, os efeitos de golpes e de lutadores sofrendo está muito bom.
O jogo não possui uma grande trilha sonora, na verdade as músicas são orquestradas apenas para criar um clima de tensão no ar, por este motivo não espere muitas opções de customização ou seleção de músicas pois simplesmente não existem tais opções.
A primeira impressão é que Mortal Kombat é um jogo fácil de se jogar. Quando um novato ou jogador com qualidades duvidosas em jogos de luta começa a jogar Mortal Kombat, ele se sente o melhor jogador do mundo. Como os golpes são simples de serem executados, os combos não são tão complicados e praticamente são iguais em todos os personagens (mudando apenas os botões, mas mantendo a mesma lógica) e os golpes especiais são extremamente simples, você conseguirá passar por seus adversários facilmente e conseguirá decorar a maioria dos golpes de seus lutadores prediletos.
A questão da jogabilidade muda quando você, o bonzão, começa a achar o jogo fácil e decide então testar uma luta com uma dificuldade maior. É exatamente neste ponto que Mortal Kombat separa os homens dos meninos. Por mais que você saiba os comandos de defesa e ataque, por mais que você tente atacar seu adversário com precisão, você simplesmente não conseguirá. Os modos mais difíceis do jogo foram criados apenas para os verdadeiros jogadores de jogos de luta, que buscam desafios extremamente complicados.
Mas isso não é um ponto negativo, pois como possui cinco diferentes níveis de dificuldade, o jogo consegue agradar desde o mais iniciante até o mais viciado dos jogadores.

Ainda não pude testar o modo online porque estou faz anos tentando mudar a minha maldita senha da PSN pra poder entrar na conta.

Mortal Kombat é um jogo obrigatório para os amantes de jogos de luta ou jogadores que passaram horas e horas no fliperama na década de 90 tentando executar os fatalitys mais complicados em seus amigos. O jogo é uma verdadeira sequência para a série e consegue carregar com respeito o seu nome. Mortal Kombat é violênto, exagerado e apelativo, como sempre deveria ser.
Contando com muitos modos de jogo e muitos extras, o jogo é diversão garantida para muito tempo. É o típico jogo de colecionador, que você compra e dificilmente vende.

Apresentação: 9.5
Gráficos: 9.5
Som: 9.0
Jogabilidade: 9.5
Online: -
Nota Final:
9.5
''Excelente''

- Diversos modos de jogo.
- Presença dos principais personagens que fizeram a história de Mortal Kombat.
- Centenas de extras e informações que deixarão qualquer fanático satisfeito.
- Presença ilustre de Kratos.

- Os chefes e personagens principais do jogo são extremamente apelativos nos níveis de dificuldade mais elevados.
- A qualidade gráfica nas animações deixam a desejar.
Meu canal do YouTube
Falae galera, ressucitando çaporra de blog, faz uns 2 meses, eu criei um canal no YouTubs YouTubo YouTube e vim avisar aqui.
Link do canal: http://www.youtube.com/user/guidorgas
La eu gravo videos comentados, faço detonados... Enfim, videos sobre games.
So isso mermo gente, flw ae, e aguardem por mais reviews. xD
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So isso mermo gente, flw ae, e aguardem por mais reviews. xD
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Review: Shift 2 Unleashed


Shift 2: Unleashed é o mais recente lançamento da Electronic Arts que promete mexer com o mercado de jogos de corrida. Basicamente Shift 2: Unleashed é uma sequência de Need for Speed: Shift lançado pela mesma produtora a cerca de dois anos. Quem jogou o primeiro jogo pode esperar uma continuação muito parecida e sem novidades drásticas na estrutura do jogo, tanto dentro quanto fora das pistas, mas com muitas melhorias.
Entretanto esta análise não tratará tão somente de Shift 2: Unleashed, em alguns pontos iremos comparar o jogo com Gran Turismo 5. O motivo da comparação foi dado pela própria Electronic Artsque passou os últimos meses falando como o seu lançamento seria melhor que o jogo da Sony. De ante mão já posso afirmar que Shift 2: Unleashed é um jogo totalmente diferente de Gran Turismo 5, as comparações deverão ser levadas apenas a título de curiosidade e que os jogos não podem ser considerados concorrentes. ambos estão em categorias diferentes de jogos de automóveis e por isso a comparação feita até então pela Electronic Arts foi puro marketing.
O principal foco do jogo está no modo carreira, que assim como em N4S: Shift, faz com que o jogador comece pilotando carros mais simples antes de entrar no cockpit dos carros mais potentes. O sistema de pontos de experiência continua presente, conforme você soma pontos o seu nível aumenta e com isso você libera novos eventos e diversos prêmios que variam entre dinheiro, carros, pinturas e acessórios. Este sistema é diferente do sistema de Gran Turismo 5, ambos possuem um grau de dificuldade maior para subir de nível conforme você evolui, mas Shift 2: Unleashedagradará muito mais os jogadores casuais que desejam pilotar máquinas potentes em pouco tempo de jogo.
Apesar de agradar estes jogadores, o jogo se torna muito simplório no sentido de que em menos de 3 horas você completando apenas 15% dos eventos já possui um nível e uma quantidade de pontos suficiente para entrar no principal campeonato do jogo e consequentemente terminá-lo. Assim como em N4S: Shift você poderá ser campeão mundial antes mesmo de completar as corridas mais simples e teoricamente fáceis. Considero, por este motivo, o sistema de pontos de experiência do Shift 2: Unleashed precário, ele visa apenas jogadores que buscam carros velozes com pouco tempo de jogo e acaba estragando toda a experiência de evolução e desenvolvimento do modo carreira.
Como havia comentado, o modo carreira é separado por eventos e neste ponto Shift 2: Unleashedagrada com um equilíbrio interessante entre estilos de corridas. Você encontrará corridas normais com os mais diferentes tipos de carro, provas de drift, corrida contra o tempo e desafios de adversários. Se você percorrer o modo carreira na ordem dos eventos, sem se preocupar em participar do evento final antes da hora, terá uma boa divisão das provas, evoluindo sua técnica em todos os tipos de desafio.
Outro fator que deve ser comentado é o foco do jogo, totalmente em corridas com carros de muita potência. Logo ao iniciar o seu modo carreira você já terá dinheiro suficiente para comprar carros como um Audi S3 ou uma BMW 135i, algo totalmente diferente de Gran Turismo 5 que exigirá muito mais tempo e dedicação para comprar carros semelhantes. Além disso você ganhará muito dinheiro nos eventos e com isso novos carros irão fazer parte da sua garagem. Esqueça carros de rua, carros simples, carros lentos, carros clássicos, Shift 2: Unleashed está totalmente focado em carros de alta velocidade. Mas a pergunta que fica é, será que você está preparado para pilotar estes carros?
O modo carreira conta com um excelente sistema de upgrades nos carros que deixará os fanáticos por Gran Turismo 5 com inveja. Você poderá trocar dezenas de partes do carro, tornando-o assim mais potente e mais esportivo. Além disso o jogo ainda possui pequenas lembraças dos antigosN4S: Underground com centenas de possibilidades de tunning e visuais que fizeram sucesso na década passada. Fora das pistas o sistema de upgrades é de tirar o chapéu, mas dentro dela é um desastre. Os upgrades visuais são facilmente notados enquanto os upgrades na mecânica do carro não fazem nenhuma diferença na sua aparência. digamos que você instalou um par de escapamentos esportivos, no jogo o visual dos escapamentos será igual.
O modo carreira ainda possui um sistema parecido com os badges de N4S: Shift. Os badges estão presentes mas desta vez eles não possuem tanta importância como no jogo anterior. ao completar um evento você ganhará o seu badge, mas ele não entrará em uma tela especial de evolução e coleção de badges, ele ficará apenas somado a todos os seus outros badges dentro do seu perfil no Autolog. Autolog? falaremos dele mais para frente.
Shift 2: Unleashed ainda conta com um modo online muito interessante, um modo de corridas rápidas de exibição e um modo de fotografias que chega a ser vergonhoso. Nào entrarei em detalhes, mas para quem possui o Gran Turismo 5 e utiliza o PhotoMode do jogo, dará risada doPhotoMode de Shift 2: Unleashed.

Quando os primeiros trailers do jogo foram divulgados o que mais chamou a atenção foram os gráficos do jogo. Muitos usuários do site chegaram a dizer que estavam melhores que os gráficos de Gran Turismo 5, mas depois de algumas horas de jogo podemos garantir que Shift 2: Unleashed está anos luz atrás do jogo da Sony.
Em sua primeira experiência com o jogo você estará na nova helmet cam, uma câmera inovadora que te coloca dentro do capacete do piloto. Para quem assiste a corrida ela é realmente muito bacana, mas para quem pilota ela exigirá certo treinamento. ela pode ser considerada uma câmera dinâmica pois todos os seus movimentos são automáticos e isso para quem está acostumado com uma câmera fixa dificulta muito a pilotagem. Depois de algumas corridas decidi alterar para as demais câmeras do jogo e ai pude começar a notar as falhas nos gráficos.
São tantos pontos a serem levantados que talvez eu esqueça de algum. Primeiramente todos os carros do jogo possuem um grau de detalhes muito baixo quando comparamos com Gran Turismo 5, por diversas vezes utilizei o mesmo carro em ambos os jogos, visualizei na garagem e na pista e a comparação é injusta pois novamente Shift 2: Unleashed está atrás. Os detalhes extra carro também ficaram abaixo do esperado, desde o asfalto até a torcida na arquibancada, parece que estou jogando um jogo de uma geração anterior. E para piorar os detalhes internos do carro são tristes de ver, os espelhos retrovisores possuem imagens em baxíssima resolução, o painel dos carros são simples e a utilização exagerada do efeito blur, que tenta esconder as falhas, não consegue, o que irrita ainda mais. Para completar o jogo possui dois efeitos irritantes, o primeiro torna a imagem preto e branco em qualquer colisão na pista e o segundo suja a tela durante a corrida. O primeiro até agora não consegui compreender a relação entre uma colisão e a visão em preto e branco e o segundo está totalmente desregulado a ponto de sujar a tela em qualquer câmera que está ativa e não apenas na câmera do para-choque ou do capacete.
Isso significa que os gráficos de Shift 2: Unleashed são ruins?
Não! Tenho que levar em conta o que os outros jogos disponíveis no mercado oferecem e neste ponto o jogo da Electronic Arts ficou devendo, principalmente porque ele estava prometendo muito mais do que entregou.
Você vai reparar nestas falhas pilotando a 200 km/h?
Talvez sim e talvez não, vai depender do seu grau de exigência, mas tais falhas devem ser expostas para que ninguém pense que Shift 2: Unleashed possui os melhores gráficos em um jogo de corrida.
Entretanto o jogo possui pontos positivos que merecem ser lembrados, o sistema de danos está visualmente muito bacana apesar de muitas vezes ser exagerado. Durante uma corrida você encontrará diversos pedaços de carros pela pista e caso você tenha uma colisão muito forte o seu carro ficará completamente destruído. Mas para mostrar o estilo arcade do jogo, você não precisa se preocupar caso uma roda saia voando do seu carro, depois de alguns segundos, como em passe de mágicas, o seu carro renascerá das cinzas e voltará para a pista em condições de corrida.

Os efeitos sonoros de Shift 2: Unleashed possuem altos e baixos, eu dividiria o principal destaque para o efeito sonoro das trocas de marcha e os barulhos dos carros durante uma prova de drift. O primeiro está simplesmente incrível, como o som no máximo e utilizando as trocas manuais no câmbio do G27, me senti um verdadeiro piloto. O segundo consegue mostrar exatamente todas as torções do carro durante as provas de controle do caos.
Outro ponto positivo fica para os efeitos sonoros dentro da helmet cam, a câmera no capacete do piloto. Para quem já pilotou com capacete em um circuito ou mesmo já andou de moto, é nítido oabafamento do som do motor e isso é representado de forma única.
Entretanto o ronco dos motores não me agradou de uma maneira geral, ao meu ver foram utilizados sons produzidos e não os barulhos reais dos carros e por este motivo em alguns carro o barulho não condiz com o motor, ou a velocidade, ou mesmo a potência. Parece que o jogo quer empolgar nos efeitos sonoros e achei um pouco artificial.
Em termos de trilha sonora, joguei durante horas o jogo e só ouvi uma única música, dos anos 80 remixada. Não espere uma trilha sonora bacana pois ela é realmente muito limitada.

Chegamos no ponto que trará mais controvérsias a esta análise e talvez mais reclamações / elogios dos usuários. de uma vez por todas, Shift 2: Unleashed não é uma simulação e apesar de não ser um jogo totalmente arcade, tende muito mais a este estilo de pilotagem à pilotagem encontrada noGran Turismo 5.
Para tentar explicar isso, vou separar a análise de jogabilidade em duas partes. A primeira será do jogo com o volante Logitech G27 e a segunda com o controle DualShock 3.
Para quem não sabia o jogo possui suporte total a diversos volantes, inclusive o Logitech G27 que é tido como um dos três melhores volantes do mercado. Inicialmente o dono deste volante fica feliz ao ver no menu do jogo suporte total ao acessório, todos os botões funcionam e o LED com as luzes que indicam as trocas de marcha também. Mas isso mudará na pista…
Ao jogar Shift 2: Unleashed com o volante a sua vontade é de pular da janela, principalmente se você está jogando Gran Turismo 5 nos últimos meses. O primeiro grande problema no meu ponto de vista está na famosa dead zone (zona morta), o jogo está extremamente sensível a ela e isso significa que em uma reta a grande maioria dos carros irá puxar para algum dos lados e ao tentar arrumar a direção você perderá totalmente o seu controle, chegando a rodar no meio da reta.
Nas curvas o volante passará uma interessante vibração e você conseguirá notar com clareza quando o carro começa a perder aderência ao solo, consequentemente saindo de traseira. Mas quando isso acontece você poderá continuar acelerando tranqüilamente e dosando com facilidade odrift até contornar toda a curva. Isso a mais de 250 km/h é totalmente fora dos padrões para qualquer carro de corrida, e isso acontece na grande maioria dos carros. Não que isso seja um ponto negativo, é até bastante divertido fazer curvas desta forma, mas é totalmente fora da realidade o que torna o jogo muito mais arcade do que simulação.
Por falar em drift vamos a este famoso modo de jogo que possui diversos eventos especiais no jogo. Eu me considero um péssimo drifter em Gran Turismo 5. Apesar de conehcer as técnicas dodrift, ainda não consigo realizá-lo virtualmente por falta de controle da embreagem e aceleração. Entretanto no jogo da Sony consigo me sair um pouco acima da média nesta modalidade.
Em Shift 2: Unleashed eu posso me considerar o pior piloto de drift com volante! Isso graças a sensibilidade fora do normal do pedal de aceleração que em conjunto com a dead zone do volante tornam o drift algo praticamente impossível! Pode ser algo que acontece apenas comigo, tentei por diversas horas realizar um pequeno drift com o volante até me irritar e desistir, partindo para o controle. Para quem me conhece sabe que sou um piloto acima da média em jogos de corrida, mas sofri muito neste modo de jogo em Shift 2: Unleashed e acho que você também sofrerá.
Depois de muitas horas pilotando no volante posso afirmar que o jogo, mesmo tendo suporte para este acessório, não possui uma mecânica ou mesmo uma física capaz de suportar todas as variações que ele proporciona. Conforme a potência dos carros aumenta o problema da dead zonepiora e existem carros que são impossíveis de serem pilotados no volante, mesmo com todas as assistências ligadas.
Já no Dualshock 3 a história é totalmente diferente. A começar pelo problema de dead zone que é muito menor! alguns carros ainda possuem o problema de dançar nas retas mas a correção com o controle é feita de forma muito mais simples e sem o risco de rodar com o carro em plena reta. Além disso o acelerador, que está localizado no botão R2, está muito mais fácil de ser dosado em comparação com o pedal de aceleração do volante e com isso fica muito mais simples de realizar as corridas e principalmente os drifts.
Os drifts com o Dualshock 3 são extremamente simples de serem realizados e o que eu demorei horas para conseguir com o volante precisei de apenas cinco minutos para superar com o controle.
Isso me faz ver que o jogo realmente foi criado pensando em agradar a maioria dos jogadores, aqueles que possuem volantes irão se divertir na maior parte do tempo e quem não possui irá se divertir 100% do tempo! Além disso posso concluir que a simulação presente no jogo é muito mais na parte gráfica e nos efeitos sonoros do que na jogabilidade em si que deixa a desejar em todos os modos de jogo.

Shift 2: Unleashed utiliza o mesmo sistema que Need for Speed: Hot Pursuit, conhecido comoAutolog. O Autolog é um sistema que integra todas as suas informações do jogo em um servidor on-line e com isso o jogo consegue passar centenas de informações suas para seus amigos e vice-versa. Isso significa que mesmo jogando o modo carreira offline você saberá quais dos seus amigos já realizaram determinado evento e seus também seus records, com isso você se sentirá estimulado a não apenas vencer o evento mas também superar a marca dos seus amigos.
O menu do Autolog é aberto sempre quando o botão select é pressionando e nele é possível encontrar recomendações de corridas, um muro de recados, os principais records, seus amigos e respectivos status, seu perfil, sua galeria de fotos, novidades do jogo e suas configuraçòes on-line. É realmente muita informação que integra o jogo de uma forma muito interessante, mas devemos ressaltar as informações contidas no perfil do usuário. Lá você conseguira visualizar o seu atual nível de experiência, todos os seus badges conquistados e os badges que ainda precisam ser conquistados e muitas estatísticas.
Já as corridas on-line são divididas em duas categorias, corridas amistosas que você poderá entrar em uma sala pública ou mesmo criar a sua própria sala e os eventos especiais de desafios. A primeira modalidade é bastante simples, mas possui diversas opções interessantes. O criador da sala pode definir a pista, o estilo de carro e também qual câmera deverá ser utilizada na corrida. Esta última configuração me surpreendeu quando vi que não poderia trocar a câmera do carro e só poderia jogar com a helmet cam, uma forma justa de equilibrar as corridas. A segunda modalidade é um campeonato on-line disputado sempre entre dois usuários em uma melhor de três. Conforme você vence uma corrida, poderá avançar para o próximo estágio do campeonato.
Dentro da pista fiquei surpreso com a qualidade da conexão, mesmo com muitos jogadores na mesma sala. Não tive nenhum problema de lag em todos os meus testes e sempre joguei contra jogadores de outros países, um ótimo resultado. Vale adicionar que as corridas on-line somam pontos de experiência e dinheiro para sua evolução no modo carreira.
O modo on-line e as suas integrações fazem Shift 2: Unleashed ser um jogo divertido de se jogar com amigos. Altamente recomendado.

Shift 2: Unleashed é um ótimo jogo de corrida mas está longe de ser perfeito. Se você é do tipo que ama Gran Turismo 5 notará com facilidade todos os pontos negativos que levantei nesta análise, mas mesmo assim terá diversas horas de muita diversão com o jogo. O modo carreira é muito interessante mas é apenas uma segunda versão do que estava presente em N4S: Shift, por isso não espere grandes inovaçòes. Os gráficos prometiam muito mais nos trailers do que cumpriram durante o jogo, apresentando diversas falhas e utilização excessiva do efeito blur para tentar escondê-las.
O jogo agradará a maioria dos usuários, você desde o início pilotará carros com muita potência e velocidade, facilmente evoluirá no modo carreira e poderá terminar o jogo mesmo sem completar todos os eventos. Não espere grandes desafios ou mesmo corridas de longa duração, tudo emShift 2: Unleashed foi pensado para agradar o usuário, ao contrário de Gran Turismo 5 que não se importa muito em criar diversas corridas com 24 horas reais de duração.

- Modo carreira com muitas variações de eventos.
- Grandes possibilidades de upgrade nos carros.
- Helmet Cam é sensacional, mas exige muito treino para se acostumar com a sua dinâmica.

- O jogo está longe de ser uma simulação quando falamos de jogabilidade.
- O suporte para volantes está presente, mas na prática é mais difícil pilotar com o volante do que com o Dualshock.
- Os gráficos possuem falhas e utilização acima do normal do efeito blur.

Apresentação: 9.5
Gráficos: 8.5
Som: 9.0
Jogabilidade: 8.5
Online: 9.5
Nota Final: 9.0
''Excelente''
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